A internet pode ser o reino das imagens, como espécie de apoteose de nossa sociedade imagética. Mas, prefiro vê-la como o lugar das palavras. Basta lembrar do glorioso Mirc (chat de bate-papo) onde a comunicação tinha lugar inteiramente mediante as palavras. Lá, no mirc, as palavras podiam mais, podiam aproximar dois completos desconhecidos numa simbiose tamanha que não se sabia mais a quem pertencia às palavras. Na internet, o estranho é tão próximo, que nos causa estranheza. E desse estranho apenas conhecemos suas palavras, nada mais. Isso não é pouco, nem insuficiente, é tudo o que precisamos para contar cada ruela dos nossos sentimentos. E fazemos isso ao saber que esse estranho está tão distante que nunca irá percorrer as ruelas, embora saiba todo o caminho.Contatos íntimos-ausentes, profundos-superficiais, é o que nos oferece a internet. Este blog não pretende ser diferente. Este Blog versará sobre marxismo e teorias críticas da sociedade contemporânea, antiguidade clássica e, ainda, sobre a conjuntura e os costumes lusitanos e europeus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário